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Policial

MP denuncia ex-companheiro por feminicídio da médica Gassí Paola em Maringá

Ministério Público também acusa João Vitor Domingues Romeiro de abandono de incapaz e pede indenização de R$ 200 mil aos familiares da vítima

Por Claudiomar César
30/09/2026• 3 min de leitura
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MP denuncia ex-companheiro por feminicídio da médica Gassí Paola em Maringá

O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou denúncia contra João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, pelo feminicídio da médica Gassí Paola de Souza Mazia, de 37 anos, morta no dia 5 de setembro, dentro do apartamento onde morava, na Zona 2, em Maringá.

A denúncia foi apresentada pela 23ª Promotoria de Justiça de Maringá e também atribui ao acusado o crime de abandono de incapaz, relacionado ao filho do casal, um bebê de oito meses, que teria permanecido sozinho no imóvel após a morte da mãe.

Feminicídio com três qualificadoras

Segundo o Ministério Público, o feminicídio foi praticado com motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Conforme descrito na denúncia, o crime teria ocorrido entre 14h33 e 20h19 do dia 5 de setembro, provavelmente por volta das 20h. A acusação sustenta que João Vitor teria matado a ex-companheira utilizando uma faca.

O laudo da Polícia Científica apontou 14 lesões provocadas por golpes de faca, além de sinais de esganadura.

Ainda segundo o MP, o acusado teria agido motivado por um sentimento de posse e pela não aceitação do fim do relacionamento. Essa é uma alegação apresentada pelo Ministério Público na denúncia.

Bebê ficou sozinho no apartamento

Após o crime, segundo a acusação, João Vitor deixou o apartamento e o filho de oito meses sozinho no imóvel, junto ao corpo da mãe.

O choro da criança teria chamado a atenção de vizinhos, que acionaram as autoridades. O bebê foi posteriormente retirado do local por familiares. O fato levou o Ministério Público a incluir também a acusação de abandono de incapaz na denúncia.

MP pede indenização à família

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 200 mil aos familiares de Gassí, como reparação pelos danos causados pelo crime.

João Vitor permanece preso preventivamente e, segundo as informações mais recentes, aguarda o andamento do processo na Cadeia Pública de Maringá.

Próximos passos

Com o oferecimento da denúncia, cabe agora ao Poder Judiciário analisar a acusação. Caso a denúncia seja recebida, João Vitor passará à condição de réu e terá início a fase judicial do processo.